quarta-feira, 25 de março de 2015

queda

se vem do paraiso
se é cíclico
se é circo

o que sei do riso?

se a mim foi dado
o gosto pelo limbo
esse fetiche bíblico

onde Rimbaud
fez morada em
sua temporada

onde palavras
escarram sangue e
da morte vivem

ah, dispenso o riso
esse espelho que
nada diz

sou mais a queda
o corte, o deboche
sem remorsos....

3 comentários:

  1. Tão profundo... Adoro esses mergulhos que tuas letras ofertam, ímpar demais, parabéns!
    Um abraço de carinho...

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