sexta-feira, 25 de abril de 2014

das dores


ando às voltas
com letras pontiagudas
quase navalhas
quase agulhas
e se teço
palavras e versos
sinto o corte na verve
sinto a dor quase pele
mas se em terços
sangro ladainhas,
é da prece sem fé
minha poesia
poesia
com cara de facas
de mãos a bordarem
odes à agonia

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