terça-feira, 17 de julho de 2012

Encostas...













de um quando infante
engatinham em meus olhos
sombras de um antes

desses que mostram-se
e escondem-se... namoram-me
 pensamentos

brincadeira de criança,
batem-me e assopram-me
gostos entre os dentes

desconheço das janelas
o lado de fora, só é tato
 a pétala do acaso

depois do instante
vestido de quases...
lampeja-me o medo

num canto qualquer
resguardo meus achos
encosto palavras....

Um comentário:

  1. Dotada de uma beleza estranha esta poesia, mas nem por isso menos bela.

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