quinta-feira, 7 de novembro de 2013

sem pressa


hesita a primavera
ainda nos braços do inverno
esse amor tardio

pede ao sabiá
a trilha sonora, ronrona
demora, ela, a primavera

esquecida da labuta
de amarelo o dia não pinta
só quer cinza e cinzas...

tão vadia
nega o quente do hálito
esconde o vermelho dormente

é primavera
perdeu-se entre os beijos
de tão frio amante

indecente...

5 comentários:

  1. Sua interpretação é sempre bem vinda, Arnaldo... É um poeta único, impar, muito acima da média, gosto demais do que escreve. Sua presença me deixa lisonjeada.

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