quem dera despertar
do outro lado do jogo
sem medo e cara a cara
com o novo...
não quero mais
obedecer aos meus pés
não quero mais
calçar o que não me cabe
quero parir navalhas
e arrancar da carne
a subserviência das
pedras...
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
sábado, 3 de fevereiro de 2018
terça-feira, 23 de janeiro de 2018
dos credos
num rosário
de eras, pérolas
e pedras
e esses tropeços
pendurados em
esperas
ainda rezam...
de eras, pérolas
e pedras
e esses tropeços
pendurados em
esperas
ainda rezam...
domingo, 21 de janeiro de 2018
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
sonho
e esse tempo
a me cobrar
a vassoura
a louça
a roupa
e eu fazendo
ouvidos moucos
a doida
a louca
a outra
fingindo ser
do relógio,
a dona...
a me cobrar
a vassoura
a louça
a roupa
e eu fazendo
ouvidos moucos
a doida
a louca
a outra
fingindo ser
do relógio,
a dona...
domingo, 7 de janeiro de 2018
heresia
antes que o tempo
te leve para mais
longe
antes que as palavras
percam-se nos olhos
do silêncio
permita-me, permita-se
que nossas almas toquem-se
além das ruínas
e desaguem
no gozo de uma
quase poesia...
te leve para mais
longe
antes que as palavras
percam-se nos olhos
do silêncio
permita-me, permita-se
que nossas almas toquem-se
além das ruínas
e desaguem
no gozo de uma
quase poesia...
sábado, 23 de dezembro de 2017
medo
dentre os ruídos insones
ouço o ranger de velhos
e desfigurados nomes...
presos
no espelho do tempo
não sabem-se mortos
e se a eles
ofereço letras, mais e mais
me consomem...
domingo, 17 de dezembro de 2017
sempre
há quases
que erguem
muros além
das palavras
que insisto
serem versos
há quases
que abortam
pelas frestas
sonhos
que insisto
serem gestos
e visto-me
e sirvo-me
de restos...
que erguem
muros além
das palavras
que insisto
serem versos
há quases
que abortam
pelas frestas
sonhos
que insisto
serem gestos
e visto-me
e sirvo-me
de restos...
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
ciclos
dezembro tem gosto
de velhos tempos
os olhos perdidos
e as mãos aflitas
aquele passo à frente
na beira do abismo
e a poeira do presente
encobrindo vazios...
dezembro tem cheiro
de carne marcada
feridas que vivem
de meias palavras
aquelas lembranças
de páginas e páginas
viradas... ainda
não desfolhadas
de velhos tempos
os olhos perdidos
e as mãos aflitas
aquele passo à frente
na beira do abismo
e a poeira do presente
encobrindo vazios...
dezembro tem cheiro
de carne marcada
feridas que vivem
de meias palavras
aquelas lembranças
de páginas e páginas
viradas... ainda
não desfolhadas
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
hoje
queria deixar
para amanhã
a poesia e o
poema
mas há urgências
nas letras, nas luas
que sabem-se nuas
e oferecem a rima
queria deixar
para depois o espasmo
dos olhos e o quente
dos dedos
mas há silêncios
entre as palavras
que sabem-se
no cio
para amanhã
a poesia e o
poema
mas há urgências
nas letras, nas luas
que sabem-se nuas
e oferecem a rima
queria deixar
para depois o espasmo
dos olhos e o quente
dos dedos
mas há silêncios
entre as palavras
que sabem-se
no cio
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