e esse tempo
a me cobrar
a vassoura
a louça
a roupa
e eu fazendo
ouvidos moucos
a doida
a louca
a outra
fingindo ser
do relógio,
a dona...
terça-feira, 9 de janeiro de 2018
domingo, 7 de janeiro de 2018
heresia
antes que o tempo
te leve para mais
longe
antes que as palavras
percam-se nos olhos
do silêncio
permita-me, permita-se
que nossas almas toquem-se
além das ruínas
e desaguem
no gozo de uma
quase poesia...
te leve para mais
longe
antes que as palavras
percam-se nos olhos
do silêncio
permita-me, permita-se
que nossas almas toquem-se
além das ruínas
e desaguem
no gozo de uma
quase poesia...
sábado, 23 de dezembro de 2017
medo
dentre os ruídos insones
ouço o ranger de velhos
e desfigurados nomes...
presos
no espelho do tempo
não sabem-se mortos
e se a eles
ofereço letras, mais e mais
me consomem...
domingo, 17 de dezembro de 2017
sempre
há quases
que erguem
muros além
das palavras
que insisto
serem versos
há quases
que abortam
pelas frestas
sonhos
que insisto
serem gestos
e visto-me
e sirvo-me
de restos...
que erguem
muros além
das palavras
que insisto
serem versos
há quases
que abortam
pelas frestas
sonhos
que insisto
serem gestos
e visto-me
e sirvo-me
de restos...
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
ciclos
dezembro tem gosto
de velhos tempos
os olhos perdidos
e as mãos aflitas
aquele passo à frente
na beira do abismo
e a poeira do presente
encobrindo vazios...
dezembro tem cheiro
de carne marcada
feridas que vivem
de meias palavras
aquelas lembranças
de páginas e páginas
viradas... ainda
não desfolhadas
de velhos tempos
os olhos perdidos
e as mãos aflitas
aquele passo à frente
na beira do abismo
e a poeira do presente
encobrindo vazios...
dezembro tem cheiro
de carne marcada
feridas que vivem
de meias palavras
aquelas lembranças
de páginas e páginas
viradas... ainda
não desfolhadas
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
hoje
queria deixar
para amanhã
a poesia e o
poema
mas há urgências
nas letras, nas luas
que sabem-se nuas
e oferecem a rima
queria deixar
para depois o espasmo
dos olhos e o quente
dos dedos
mas há silêncios
entre as palavras
que sabem-se
no cio
para amanhã
a poesia e o
poema
mas há urgências
nas letras, nas luas
que sabem-se nuas
e oferecem a rima
queria deixar
para depois o espasmo
dos olhos e o quente
dos dedos
mas há silêncios
entre as palavras
que sabem-se
no cio
sábado, 2 de dezembro de 2017
das colheitas...
foram tantas as pedras
enfiadas goela abaixo
fingindo ser flores
um dia, fizeram-se pétalas
e no meio do peito, abriram-se
em dores
enfiadas goela abaixo
fingindo ser flores
um dia, fizeram-se pétalas
e no meio do peito, abriram-se
em dores
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
além
ainda é cedo
para tantas
prisões
quero abrir
as vozes de dentro
dos portões
e sussurrar:
por que não?
para tantas
prisões
quero abrir
as vozes de dentro
dos portões
e sussurrar:
por que não?
domingo, 19 de novembro de 2017
ruídos
sempre soube
que entre nós
só haveria
ontens...
e que os amanhãs
não teceriam lonjuras
aos desejos amorfos
do que não houve
e ainda assim
eu te ouço...
que entre nós
só haveria
ontens...
e que os amanhãs
não teceriam lonjuras
aos desejos amorfos
do que não houve
e ainda assim
eu te ouço...
Assinar:
Postagens (Atom)