no corpo
de cristo
a palavra
a metáfora
a poesia
os ossos
a cruz
a estrada
o beijo
e o escarro...
quarta-feira, 14 de junho de 2017
segunda-feira, 12 de junho de 2017
12/06
tantas paixões
em um só dia
e essa segunda
gritando que a poesia
esfria em palavras,
e em mesas
vazias....
tantos afagos
em uma só data
e esse vai e vem
da rotina murmurando
que amores aquecem-se
em olhos que
enlaçam-se...
em um só dia
e essa segunda
gritando que a poesia
esfria em palavras,
e em mesas
vazias....
tantos afagos
em uma só data
e esse vai e vem
da rotina murmurando
que amores aquecem-se
em olhos que
enlaçam-se...
sexta-feira, 9 de junho de 2017
quinta-feira, 8 de junho de 2017
segunda-feira, 5 de junho de 2017
domingo, 4 de junho de 2017
indo...
reviram-se nas camas
domingos de mal humor
quem dera fosse segunda
quem dera a malfada rotina
qualquer coisa a cobrir de fumaça
o vazio das horas, a dor dos olhos
qualquer coisa que liberte
os ossos, as palavras, os pássaros
mas é domingo, ainda
domingos de mal humor
quem dera fosse segunda
quem dera a malfada rotina
qualquer coisa a cobrir de fumaça
o vazio das horas, a dor dos olhos
qualquer coisa que liberte
os ossos, as palavras, os pássaros
mas é domingo, ainda
sábado, 3 de junho de 2017
dossiê
piegas
esses versos
insones, insonsos
insistem
a ladrar fome
a pedir colo
a sujar vestes
como se
imberbes fossem
e nunca em fossas
em sarjetas
de muletas
de rugas e ossos
também, não vivessem...
esses versos
insones, insonsos
insistem
a ladrar fome
a pedir colo
a sujar vestes
como se
imberbes fossem
e nunca em fossas
em sarjetas
de muletas
de rugas e ossos
também, não vivessem...
terça-feira, 30 de maio de 2017
in vitro...
depois
da lua e
das estrelas,
a madrugada
em carne
crua e viva
sem venda
nos olhos
sem a luz
das pontes
sem mariposas
nos postes
insone
a intuir vozes
buzinando
nos ouvidos
dos sonhos:
vísceras...
da lua e
das estrelas,
a madrugada
em carne
crua e viva
sem venda
nos olhos
sem a luz
das pontes
sem mariposas
nos postes
insone
a intuir vozes
buzinando
nos ouvidos
dos sonhos:
vísceras...
segunda-feira, 29 de maio de 2017
lúdico
em tardes
de cinzas
longe do túmulo
quando meus pés
volitam
ardem
em meus olhos
a textura
e tecitura
das nuvens
queria eu
um corpo de palavras
carne e ossos
de imagens
e metáforas
longe
bem longe
do concreto
que cega e castra
meus absurdos...
de cinzas
longe do túmulo
quando meus pés
volitam
ardem
em meus olhos
a textura
e tecitura
das nuvens
queria eu
um corpo de palavras
carne e ossos
de imagens
e metáforas
longe
bem longe
do concreto
que cega e castra
meus absurdos...
sábado, 27 de maio de 2017
mágoas
ainda outono,
pelas janelas do tempo
as águas de março
não acabam
não acabam...
o mesmo outono,
dono das chaves
dono das claves
chora
e chora
pelas janelas do tempo
as águas de março
não acabam
não acabam...
o mesmo outono,
dono das chaves
dono das claves
chora
e chora
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