quando
despertenço-me
de longe vejo
meus óculos
meu ópio...
sei
onde
erro o berro
e dos tropeços
em sarjetas
mas
de lá eu volto
à cata dos mesmos
vícios e olhos
e perco-me...
sábado, 3 de setembro de 2016
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
reflexo
tantos espelhos
e nenhum deles
me condiz
procuro e procuro
não encontro neles
minhas pústulas
nem nas rusgas
nem nas rugas
nem nas fugas
e elas existem
ainda que nos fósseis
de minhas cicatrizes
e nenhum deles
me condiz
procuro e procuro
não encontro neles
minhas pústulas
nem nas rusgas
nem nas rugas
nem nas fugas
e elas existem
ainda que nos fósseis
de minhas cicatrizes
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
era
gosto de fragmentos
esses pinçados na saliva
do tempo
cacos, pedaços
de vidas inteiras
em ilhas alheias
e, se,
não me faço concreta
à colheita desses farelos
contento-me
a viver de letra em letra
de verso em verso
um barco à deriva
longe, bem longe do cais
das esperas...
esses pinçados na saliva
do tempo
cacos, pedaços
de vidas inteiras
em ilhas alheias
e, se,
não me faço concreta
à colheita desses farelos
contento-me
a viver de letra em letra
de verso em verso
um barco à deriva
longe, bem longe do cais
das esperas...
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
labirinto
quem sou
quem tu és
ao sabor do tempo
perdidos em templos
palavras e grafias
máscaras e metáforas
fôssemos flores
fôssemos facas
nosso encontro
é e seria, ainda,
na poesia...
quem tu és
ao sabor do tempo
perdidos em templos
palavras e grafias
máscaras e metáforas
fôssemos flores
fôssemos facas
nosso encontro
é e seria, ainda,
na poesia...
terça-feira, 2 de agosto de 2016
aspirações
há tempos
não me faltavam
os pulmões
estranha sensação
fumaça sem ser vista
nublando peito e coração
pulsam-me as têmporas
reclamando a falta de
oxigênio
ah, como a carne
é fraca, tênue e
ingênua....
qualquer lapso
qualquer caco
( na garganta ou fora )
e lá estaremos nós
essencialmente pó
derramados ao chão...
não me faltavam
os pulmões
estranha sensação
fumaça sem ser vista
nublando peito e coração
pulsam-me as têmporas
reclamando a falta de
oxigênio
ah, como a carne
é fraca, tênue e
ingênua....
qualquer lapso
qualquer caco
( na garganta ou fora )
e lá estaremos nós
essencialmente pó
derramados ao chão...
domingo, 31 de julho de 2016
costumes
depois
de decepados
voltam o versos,
boquiabertos
mancos, famélicos
sedentos
mas,
ainda os mesmos
na pele, a palavra,
nas entranhas, o sangue
de decepados
voltam o versos,
boquiabertos
mancos, famélicos
sedentos
mas,
ainda os mesmos
na pele, a palavra,
nas entranhas, o sangue
quinta-feira, 28 de julho de 2016
aos céus
fosse manhã
fosse tarde
era um tudo
a transpirar navalhas
aquele desejo
de abrir a carne
e alçar voo
em busca de asas...
quinta-feira, 21 de julho de 2016
espasmos
entre tantos analgésicos
ri a dor de cabeça erguida
faz pouco e como faz
de minhas velhas feridas
e esse purgar de ais
não ultrapassa os sinais
ovelha obediente, cabisbaixa,
segue sangrando em silêncio
quem dera um pontapé
na boca aberta desses anzóis
que insiste em abrir da carne
antigas e estimadas cicatrizes...
de resto é aquele cansaço
esperar no amanhã, a paz
quando a dor enjoada da caça
deite e adormeça ao meu lado....
ri a dor de cabeça erguida
faz pouco e como faz
de minhas velhas feridas
e esse purgar de ais
não ultrapassa os sinais
ovelha obediente, cabisbaixa,
segue sangrando em silêncio
quem dera um pontapé
na boca aberta desses anzóis
que insiste em abrir da carne
antigas e estimadas cicatrizes...
de resto é aquele cansaço
esperar no amanhã, a paz
quando a dor enjoada da caça
deite e adormeça ao meu lado....
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