sexta-feira, 15 de julho de 2016
domingo, 10 de julho de 2016
desperta
todas as manhãs
ao abrir os olhos
arrebento o útero
dos meus sonhos
e em vigília
aborto-me...
ao abrir os olhos
arrebento o útero
dos meus sonhos
e em vigília
aborto-me...
terça-feira, 5 de julho de 2016
das preces...
suspensos, os ais,
aguardam dos olhos
um sinal de paz
qualquer lágrima
que destranque da alma
as asas das cicatrizes
crucificada, a palavra,
espera na carne do dia
salmouras ou entrelinhas...
qualquer pacto
que desfigure da face
a não dita poesia
aguardam dos olhos
um sinal de paz
qualquer lágrima
que destranque da alma
as asas das cicatrizes
crucificada, a palavra,
espera na carne do dia
salmouras ou entrelinhas...
qualquer pacto
que desfigure da face
a não dita poesia
sábado, 2 de julho de 2016
escombros
esse
não gostar
esse
não querer
entre alinhavos e blues
por mim sacramentados
debocham
e traem-me nas palavras
quando a poesia
escavo...
quinta-feira, 30 de junho de 2016
quarta-feira, 22 de junho de 2016
espectros
hoje não há
hoje não foi
hoje não flor
só mais um dia
para rodapés, sarjetas
credos e dejetos
e que dobrem os joelhos
os abençoados que ainda
os tiverem em carne viva
e que ergam os olhos
àqueles que ainda tem asas
do lado de fora das amarras...
terça-feira, 21 de junho de 2016
terça-feira, 7 de junho de 2016
caos
de que me valem
feridas que de bocas
abertas gritam
se nelas não tenho
abrigo
e de frio morrem
minhas cicatrizes
de que me vale
um cálice de
palavras frias
se dele,
sangue e alma
foram proscritos
e de sede morre
minha poesia...
quinta-feira, 2 de junho de 2016
carma
pensava que tudo sabia
fazia voltas e mais voltas
ao redor do próprio
umbigo
de olhos que não
conheciam dos céus
a beleza do escuro vinil
só estrelas febris, servis
pobre coitado...
soldado de lutas rasas
marchava e marchava
fugindo do nada
nem a si mesmo
encontrava...
fazia voltas e mais voltas
ao redor do próprio
umbigo
de olhos que não
conheciam dos céus
a beleza do escuro vinil
só estrelas febris, servis
pobre coitado...
soldado de lutas rasas
marchava e marchava
fugindo do nada
nem a si mesmo
encontrava...
terça-feira, 31 de maio de 2016
presente...
e esses
silêncios
tatuados
no tempo
plantam
no vazio
das horas
ausências
e não dizem
o que querem
e o que sentem,
mentem...
silêncios
tatuados
no tempo
plantam
no vazio
das horas
ausências
e não dizem
o que querem
e o que sentem,
mentem...
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