se
meu colo
quiseres
penses
que nele carrego
outros quereres
são olhos,
mãos, corpos
de poucos dizeres...
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
domingo, 3 de janeiro de 2016
da alma
às vezes
sou apenas
dor
em outras
sou apenas
carne
e há dias
em que sou noites
sem manhãs e tardes
e vago...
sábado, 12 de dezembro de 2015
medo
dos quereres
que apavoram-me
vejo andrajos
vejo as solas
ouço culpas
ouço dúvidas
mas não tenho
pra eles, palavras...
e fujo...
que apavoram-me
vejo andrajos
vejo as solas
ouço culpas
ouço dúvidas
mas não tenho
pra eles, palavras...
e fujo...
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
ao meio...
já não sei
se dos meus voos
só enxergo
os joelhos
aqueles
que do chão
lambem
os beijos
ou
se cega
dos céus
toco espelhos
aqueles
que em cacos
cortam-me
as veias...
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
sombras
entre
o travesseiro
e os sonhos
noites
tão longas
e um "eu"
esgueirando-se
entre escombros...
o travesseiro
e os sonhos
noites
tão longas
e um "eu"
esgueirando-se
entre escombros...
domingo, 29 de novembro de 2015
thánatos...
ontem celebrei minha morte
não poupei meu corpo das dores
nem minha alma dos seus temores
não houve de minha parte
acordo ou ombros para lamurias
escarnio o meu, sem meias luas
era minha a morte, só minha
e dela e com ela não fiz acordos
fechei os olhos meus, sem remorsos...
e como não fosse dia ou noite
o sol entre as nuvens não pôs-se
não nasceu e fez-se foice
ah, quanta inocência
na carne a gemer por clemência
e eu tão dona de mim, a rir e rir...
a ir e ir...
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
meadas
dos novelos
das novelas
novembro
e tanto lembro-me
dos seus, dos meus
tormentos
argumentos?
navegar e navegar
alinhavar um poema
nas têmporas do tempo...
das novelas
novembro
e tanto lembro-me
dos seus, dos meus
tormentos
argumentos?
navegar e navegar
alinhavar um poema
nas têmporas do tempo...
domingo, 22 de novembro de 2015
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
ah...
meu mundo
de cabeça pra baixo
e meu eu entre aspas
garimpando palavras
para cortar
minhas asas...
de cabeça pra baixo
e meu eu entre aspas
garimpando palavras
para cortar
minhas asas...
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
quem sabe...
não era para ser
nem um mero talvez
mas veio, mas fez-se...
e agora o que faço
com as horas sem face
com as tardes sem asas
não era para ser
nem um mero quem sabe
e eu sempre soube
agora o que faço
com o voo dos pássaros
e com tantas palavras...
nem um mero talvez
mas veio, mas fez-se...
e agora o que faço
com as horas sem face
com as tardes sem asas
não era para ser
nem um mero quem sabe
e eu sempre soube
agora o que faço
com o voo dos pássaros
e com tantas palavras...
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