terça-feira, 3 de novembro de 2015
verbo
em princípio era sonho
hálito de um desejo mudo
encarcerado entre rascunhos
e não fosse ferro e fogo
ferindo minha pele e poros
não ouviria teus apelos
amassaria teu rosto
tuas palavras, teu gosto
deixaria teus olhos, de molho...
mas, teimoso
em minhas insônias
criou estrelas e raízes
e na contra-mão
de todos os meus nãos
roubou-me o silêncio
e faz-se poesia...
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
retrato
dos vestidos
que jamais ousei
trago os trapos
do quem sabe
das sandálias
que não sonhei
trago os pés
presos em caixas...
tudo bem
não foi nada
nunca é...
que jamais ousei
trago os trapos
do quem sabe
das sandálias
que não sonhei
trago os pés
presos em caixas...
tudo bem
não foi nada
nunca é...
terça-feira, 27 de outubro de 2015
ah...
e esse
desassossego
teima e teima
em tecer teias
um querer construir
pontes de letras
entre minha saudade
e tuas veias...
desassossego
teima e teima
em tecer teias
um querer construir
pontes de letras
entre minha saudade
e tuas veias...
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
inquieta
sem saber-se fases
exibe num só dia
todas as faces
da lua....
sem saber-se tato
sente nas meninas dos olhos
todos os sentidos
do grito
sem saber-se música
arranca dos silêncios
mil e um gemidos...
exibe num só dia
todas as faces
da lua....
sem saber-se tato
sente nas meninas dos olhos
todos os sentidos
do grito
sem saber-se música
arranca dos silêncios
mil e um gemidos...
domingo, 25 de outubro de 2015
sábado, 24 de outubro de 2015
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
V
meu bem
nao engane-se
com a quinta
essa que traz
por debaixo das unhas
tantas quartas em cinzas
os ares
de boa moça
não lhe condizem
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
achante...
e quando escrever
nada mais e nada menos
é ruminar antigas pílulas
e um escavar ruínas
um sabor
de suco gástrico
tão mal salivado e passado
no hálito das palavras
e essa ânsia
que os versos lavem e levem
entre os esgotos, o gosto,
dos desgostos
(covardia, a minha,
dar tal sina
à poesia... )
nada mais e nada menos
é ruminar antigas pílulas
e um escavar ruínas
um sabor
de suco gástrico
tão mal salivado e passado
no hálito das palavras
e essa ânsia
que os versos lavem e levem
entre os esgotos, o gosto,
dos desgostos
(covardia, a minha,
dar tal sina
à poesia... )
sábado, 17 de outubro de 2015
máculas
não é
de bom tom
de boa água
arrastar asas
corpos e olhos
pedem êxodos e voos
ainda que manchem
o chão...
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
máscaras...
há metáforas
em minhas sentenças e fases,
necessito e chamo por elas
como minha sede tem fome
de água...
fossem apenas palavras
estaria eu a dizer o óbvio
ou a gritar meu literal destino
exibir meus medos e erros
sem usar de cascas...
fosse eu mais prosa
e mais rosa, menos espinho
menos poesia, mais concreta
e menos abstrata, estaria eu
mutilada, sem asas...
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