pairam silêncios
na superfície
dos olhos
onde palavras
não morrem...
face abaixo
branco à fora
sem ponto final
sem espelhos, voltam
mudos, mútuos
e proliferam-se
mal a dentro e tanto
em versos, sangram...
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
terça-feira, 15 de setembro de 2015
tristuras
e se
me pede o presente
um passo a frente
o medo e seu espelho
lembram-me das sepulturas
em meu peito
ah, esses cadáveres
que insistem de mim
serem sol e lua...
e esses epitáfios
que zombam do tempo
e suas lonjuras...
domingo, 13 de setembro de 2015
insigne
pensava
ter os passos
os espaços
os pássaros
as palavras
e era
tão somente
dos ossos
do verbo
da carne
o verme
a larva...
ter os passos
os espaços
os pássaros
as palavras
e era
tão somente
dos ossos
do verbo
da carne
o verme
a larva...
sábado, 12 de setembro de 2015
terça-feira, 1 de setembro de 2015
na pele
e esses versos
saltitantes entre o branco
e os pássaros
piam e piam
querendo do ninho sair
querendo ter asas...
e são só
e apenas
palavras...
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
em tempo...
gosto das segundas
de ares nonsense, blasé
de cara amassada
e ressaca
mas pronta
de vassoura nas mãos
de salto alto e batom
ou jeans surrado
deixando a primeira
no ontem e no chão
afinal, quase sempre
era ilusão...
de ares nonsense, blasé
de cara amassada
e ressaca
mas pronta
de vassoura nas mãos
de salto alto e batom
ou jeans surrado
deixando a primeira
no ontem e no chão
afinal, quase sempre
era ilusão...
domingo, 30 de agosto de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
vultos
ah, esses
tapas na cara
sem dia
sem noites
marcados
vêm
no sopro
do agora
como fuligens
de agosto
e macabro
é o gosto nos olhos
sem saberem-se cinzas
abrem e fecham
choram...
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
alcunhas...
quantas vezes eu te disse
meu nome não é maria
não tenho vocação
para cercas e ladainhas
se queres bem saber
não sei quando me chamam
alguns um nada dizem
outros nem me alcançam
entre terços, flores e facas
sou um substantivo errante
ora sou pedra
ora sou mutante
meu nome não é maria
não tenho vocação
para cercas e ladainhas
se queres bem saber
não sei quando me chamam
alguns um nada dizem
outros nem me alcançam
entre terços, flores e facas
sou um substantivo errante
ora sou pedra
ora sou mutante
sábado, 22 de agosto de 2015
Assinar:
Postagens (Atom)




