terça-feira, 1 de setembro de 2015
na pele
e esses versos
saltitantes entre o branco
e os pássaros
piam e piam
querendo do ninho sair
querendo ter asas...
e são só
e apenas
palavras...
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
em tempo...
gosto das segundas
de ares nonsense, blasé
de cara amassada
e ressaca
mas pronta
de vassoura nas mãos
de salto alto e batom
ou jeans surrado
deixando a primeira
no ontem e no chão
afinal, quase sempre
era ilusão...
de ares nonsense, blasé
de cara amassada
e ressaca
mas pronta
de vassoura nas mãos
de salto alto e batom
ou jeans surrado
deixando a primeira
no ontem e no chão
afinal, quase sempre
era ilusão...
domingo, 30 de agosto de 2015
terça-feira, 25 de agosto de 2015
vultos
ah, esses
tapas na cara
sem dia
sem noites
marcados
vêm
no sopro
do agora
como fuligens
de agosto
e macabro
é o gosto nos olhos
sem saberem-se cinzas
abrem e fecham
choram...
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
alcunhas...
quantas vezes eu te disse
meu nome não é maria
não tenho vocação
para cercas e ladainhas
se queres bem saber
não sei quando me chamam
alguns um nada dizem
outros nem me alcançam
entre terços, flores e facas
sou um substantivo errante
ora sou pedra
ora sou mutante
meu nome não é maria
não tenho vocação
para cercas e ladainhas
se queres bem saber
não sei quando me chamam
alguns um nada dizem
outros nem me alcançam
entre terços, flores e facas
sou um substantivo errante
ora sou pedra
ora sou mutante
sábado, 22 de agosto de 2015
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
o pão nosso...
dias sins
dias nãos
dias solas
dias mãos
dias cinzas
dias vãos
dias vísceras
dias coração
dias de vazios
dia de cão
( de rua )
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
terça-feira, 18 de agosto de 2015
inércia...
tenho comigo
dores de um umbigo
que teima e teima
não ter nascido
qualquer passo
de balet ou em falso
rasga-me pele e carne
em volta de minhas fibras
em útero materno
tenho fome e gana
de devolver minhas
gastas raízes...
mas inerte
tal qual um marionete
e como um estéril verso
deixo para outros, meus fios
minhas rimas...
domingo, 16 de agosto de 2015
escusa
entre nuvens
espera ansiosamente
acender-se, a lua
e eu, entre luzes
escureço a sete chaves
meus absurdos...
mas com eles
não mais luto
e deles
não mais fujo
abuso...
espera ansiosamente
acender-se, a lua
e eu, entre luzes
escureço a sete chaves
meus absurdos...
mas com eles
não mais luto
e deles
não mais fujo
abuso...
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