quarta-feira, 22 de julho de 2015
sábado, 18 de julho de 2015
destino
mãos homicidas
de poesia em poesia
matam a fome e a sede
de palavras suicidas
levantam as saias
abusam das metáforas
e ainda riem dos tolos
crentes em disfarces
não há de ser pouco
o instinto dos dedos
à procura de lâminas
na ponta do lápis
não há de ser muito
o êxtase dos cortes
nas linhas das palmas
que drenam as almas
é sempre do bis
o açúcar e a bílis
no verso que repete-se
em busca da morte
e morre
mas volta...
cãs...
entre uma têmpora e outra
o tempo, o vento, o espanto...
o branco
não eram
meus cabelos castanhos?
o tempo, o vento, o espanto...
o branco
não eram
meus cabelos castanhos?
quinta-feira, 16 de julho de 2015
?
o que fazer
com tantas mãos
com tantas letras
se falta
à folha branca
o sêmen
se faltam
aos olhos
um berço?
quarta-feira, 15 de julho de 2015
terça-feira, 14 de julho de 2015
indiscreta
de leve
rocei do verso
a pele
e nem assim
ofereceu-me um leito
sem espelhos
serei eu
uma eterna voyeur
dos meus erros?
segunda-feira, 13 de julho de 2015
das heresias...
ah, como cansa-me
o nonsense dos santos
sejam machos
sejam fêmeas
sejam cobras
sejam cabras
é um querer de rezas
é um querer de preces
uma mesma face
da moeda alheia, desejam
e a servidão humana
festejam...
o nonsense dos santos
sejam machos
sejam fêmeas
sejam cobras
sejam cabras
é um querer de rezas
é um querer de preces
uma mesma face
da moeda alheia, desejam
e a servidão humana
festejam...
de lua...
ausente,
respondi ao tempo
já não me visito
dispo-me dos sempres
e com nuncas
mascaro meu presente...
domingo, 12 de julho de 2015
execrações...
penso
em cortar os cabelos
tão curtos, tão curtos
que não reconheça-me
o espelho...
necessário seria
fitar-me nos olhos
virar-me do avesso
retirar meus cabrestos
e dos nomes os pesos
pender um pouco mais
à deriva, de esgueira
sem as guelras dos anseios
sem as roupas de esteio
só trapos e veias
e ao fim, despida de mim
despedir-me dos filtros
dos litros de verniz
arrancar sem medo
minhas raízes...
em cortar os cabelos
tão curtos, tão curtos
que não reconheça-me
o espelho...
necessário seria
fitar-me nos olhos
virar-me do avesso
retirar meus cabrestos
e dos nomes os pesos
pender um pouco mais
à deriva, de esgueira
sem as guelras dos anseios
sem as roupas de esteio
só trapos e veias
e ao fim, despida de mim
despedir-me dos filtros
dos litros de verniz
arrancar sem medo
minhas raízes...
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