domingo, 19 de abril de 2015
lapsos..
e se tenho asas
ao invés de patas
não faço questão
do pouso no asfalto
quero mais e mais
a companhia das palavras
"sol, nuvens, lua, estrelas
e pássaros..."
mas se me faltarem
os astros, os céus, as galáxias
lançarei meu corpo e alma
abismo abaixo...
não quero nada
que não seja
absurdamente
abstrato...
quarta-feira, 15 de abril de 2015
pétalas...
eu aqui
aparando
arestas
quanto mais corto
mais entrelinhas
aparecem
seres hábeis, as palavras,
essas que entre pontos e frestas
dizem mais do que quero...
hábito
gosto bizarro
esse meu por
navalhas...
e se, delas
não tenho o talho
uso as palavras
já disse isso?
ah, esses atos
tolos e falhos
voo e pouso
nas mesmas lâminas
no mesmo hálito...
naquele ponto
exato, concreto
onde sangro
e minha carne
verte um rubro pranto
e abro minhas asas...
é,
gosto
de navalhas...
esse meu por
navalhas...
e se, delas
não tenho o talho
uso as palavras
já disse isso?
ah, esses atos
tolos e falhos
voo e pouso
nas mesmas lâminas
no mesmo hálito...
naquele ponto
exato, concreto
onde sangro
e minha carne
verte um rubro pranto
e abro minhas asas...
é,
gosto
de navalhas...
segunda-feira, 13 de abril de 2015
éros
leio aqui e ali
tanto sobre amor
pergunto-me em que
entrelinhas minhas
deixei enterrado
sentimento tão "nobre"
nas rusgas
do tempo?
no murmúrio
do vento?
no cinismo
das lápides?
na caixa
de pandora?
no cimento
dos lábios?
nos sofismas
das palavras?
nem sei...
não lembro-me
só sei do amor
a poesia pobre
e as metáforas
da carne...
quarta-feira, 8 de abril de 2015
vias
e esse tempo
que vai e volta
abre e fecha
portas
se é da folha
a terra, a espera
é do verme
a carne de outrora
se é da boca
o beijo de agora
é do adeus
a palavra das flores
num tanto de ciclos
onde vida e morte
são vice e versa e
engolem-se...
que vai e volta
abre e fecha
portas
se é da folha
a terra, a espera
é do verme
a carne de outrora
se é da boca
o beijo de agora
é do adeus
a palavra das flores
num tanto de ciclos
onde vida e morte
são vice e versa e
engolem-se...
domingo, 5 de abril de 2015
sábado, 4 de abril de 2015
aleluia
esse gosto de páscoa
pelo mundo afora
a fome
não deflora...
a impotência
não manda embora,
há olhos
sempre há
em mãos
que imploram...
ovos?
sei lá...
pelo mundo afora
a fome
não deflora...
a impotência
não manda embora,
há olhos
sempre há
em mãos
que imploram...
ovos?
sei lá...
terça-feira, 31 de março de 2015
a esmo...
porque ontem
escrevi o mesmo
e sei...
hoje escrevo
como se um verso novo
amanhã fosse
sem ser
escrevi o mesmo
e sei...
hoje escrevo
como se um verso novo
amanhã fosse
sem ser
segunda-feira, 30 de março de 2015
dos afazeres...
se não escrevo
e a palavra esqueço
em cima da mesa,
o verso
perde a paciência
faz birra
arrepia-se
e a poesia
entre o açúcar, o sal
e a roupa no varal
de frio
grita
domingo, 29 de março de 2015
fuga
ah, esses domingos
espremidos entre
começos e fins...
se, presente
se, fermento
se, unguento...
em mim
tem o peso e a fúria
das tormentas
varre-me,
e eu entre nuvens,
dos humanos, fujo
a garganta seca
as mãos errantes
e infecundas
feito bêbado
em abstinência
da aguardente
à espera não da primeira
nem de uma única dose
mas da segunda...
espremidos entre
começos e fins...
se, presente
se, fermento
se, unguento...
em mim
tem o peso e a fúria
das tormentas
varre-me,
e eu entre nuvens,
dos humanos, fujo
a garganta seca
as mãos errantes
e infecundas
feito bêbado
em abstinência
da aguardente
à espera não da primeira
nem de uma única dose
mas da segunda...
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