sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
das sombras...
como se não
bastassem os nadas
aparecem as esperas
vestidas de escuras anáguas
já foram malditas
já foram proscritas
e insistem
abrirem suas bocas
além de meus folhetins
ai de mim...
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
em círculos...
porque hoje
a preguiça
é minha...
não quero
dobrar
esquinas
tão pouco
quebrar os ossos
das cicatrizes
do meu umbigo
sou começo
meio e fim...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
né?
acho de um deboche
a palavra amor...
dela fujo
dela não faço uso
nem teço versos
nem caço metáforas
nem busco imagens
nem gravo fatos...
se é fel
se é mel
se é dor
se é sabor
se é vermelha
ou incolor
se é sexo
se é erro
se é foice
se é êxtase
tanto faz
tanto faz
não vale
letras e penas...
é tão e tão
efêmera...
a palavra amor...
dela fujo
dela não faço uso
nem teço versos
nem caço metáforas
nem busco imagens
nem gravo fatos...
se é fel
se é mel
se é dor
se é sabor
se é vermelha
ou incolor
se é sexo
se é erro
se é foice
se é êxtase
tanto faz
tanto faz
não vale
letras e penas...
é tão e tão
efêmera...
domingo, 1 de fevereiro de 2015
do limbo...
estende-se um abismo
insinuando o vazio de minha poesia
entre teus versos e meus ouvidos
silenciosamente e sem tua rima
despeço-me de páginas ainda virgens
despeço-me de promessas caídas
não há de ser nada
não há de ser lágrima
não mais e tanto faz...
se a solidão é minha
à ela dedico meu hoje e minhas palavras
à ela dedico ecos e metáforas
e ela, a solidão,
em agradecimento
abraça-me...
insinuando o vazio de minha poesia
entre teus versos e meus ouvidos
silenciosamente e sem tua rima
despeço-me de páginas ainda virgens
despeço-me de promessas caídas
não há de ser nada
não há de ser lágrima
não mais e tanto faz...
se a solidão é minha
à ela dedico meu hoje e minhas palavras
à ela dedico ecos e metáforas
e ela, a solidão,
em agradecimento
abraça-me...
sem teto...
quando arregaço
dos olhos as moradas,
descem escada abaixo
litros e litros de água
e, um tanto descarnada
um tanto descascada
um tanto descamada
meio sem quarto
sem mesa, sem face
afogada no meio da sala
desocupo velhas casas...
dos voos...
passaria o tempo
cavalgando palavras
encilhando o tudo
e o nada
e converteria o universo
em olhos alados
sábado, 31 de janeiro de 2015
das garras...
se tudo é cansaço
o que fazer com
tanto asco
fechar as portas
vedar as janelas
entupir as voltas?
um infarto
seria de bom grado
de mentira, claro...
qualquer coisa ou ato
que tirasse da pele e dos lábios
o ranço de velhos sapatos
um dane-se
um virar as costas
em letras gigantes
tal qual um gato
ignorando o rato
depois do abate...
o que fazer com
tanto asco
fechar as portas
vedar as janelas
entupir as voltas?
um infarto
seria de bom grado
de mentira, claro...
qualquer coisa ou ato
que tirasse da pele e dos lábios
o ranço de velhos sapatos
um dane-se
um virar as costas
em letras gigantes
tal qual um gato
ignorando o rato
depois do abate...
flagelos...
que ânsia é essa
de sangrar em letras
fazer das palavras
uma boa e velha marreta?
que dor é essa
que veias atravessa
e pinga feito cera ( vermelha )
entre as pontas dos dedos?
há de ser poesia
ou a sede de suicídio?
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
ah... tempo...
um gosto
de tempo
salpica
os dedos
fragmentos
verdes
amarelos
vermelhos
um tudo
que passa
entre o ontem
e o hoje
um tudo
que voa
entre o nunca
e o sempre...
de tempo
salpica
os dedos
fragmentos
verdes
amarelos
vermelhos
um tudo
que passa
entre o ontem
e o hoje
um tudo
que voa
entre o nunca
e o sempre...
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
das fases...
se visto-me
em lua
é escura
minha face nua
e nego-me
um meu, um tua
feito prostituta
feito cio na rua
desfaço-me
disfarço-me
e volto ao útero
pura...
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