não sei se eu fujo
não sei se pulo o muro
não sei se refugo
não sei se finjo
não sei se minto
não sei se admito
não sei se durmo
não sei se refugo o mundo
não sei se do mundo eu fujo
não sei se atrapalho
não sei se trabalho
não sei o que faço...
não sei se quero ser
se quero não ser
não sei, não sei,
eu sei, eu sei
mas, não quero saber...
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
metáforas
se eu não tiver palavras
que elas ao menos, deixem-me
seus fantasmas
permitam-me
que meus olhos mudos
acariciem a cor do obscuro
e
na penumbra que me segue
e cega, coce e cace, sem volta
o sim dos absurdos...
que elas ao menos, deixem-me
seus fantasmas
permitam-me
que meus olhos mudos
acariciem a cor do obscuro
e
na penumbra que me segue
e cega, coce e cace, sem volta
o sim dos absurdos...
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
segue...
tremulam as nuvens-
boca à boca com o vento
esquecem-se do tempo
e esse verão
de cinzas, brasas e sopros
adormece aos poucos
entre noites e dias
indiferentes, vida e morte
ecoam...
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
25
1.
insones os grilos
numa mesma ladainha
olhos instigam
2.
mudas as estrelas
emprestam seu brilho
ao céu escuro
3.
nas sombras da noite
verdes, azuis e amarelos
escondem-se
domingo, 9 de fevereiro de 2014
ainda...
ainda medro
com sorrisos
com promessas
ainda flerto
com abismos
com janelas
ainda espero
sem trilhas
sem preces
ainda verso
sem guias
sem reflexo...
com sorrisos
com promessas
ainda flerto
com abismos
com janelas
ainda espero
sem trilhas
sem preces
ainda verso
sem guias
sem reflexo...
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
segredo
à sombra dos erros
faíscam palavras engolidas
essas, não ditas...
às escuras
sem desculpas
vividas...
faíscam palavras engolidas
essas, não ditas...
às escuras
sem desculpas
vividas...
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
sem teto
feneceram os versos
entre linhas sem ecos
já não há mais poesia
nas mãos das quimeras
sem palavras
sem metáforas
não mais
espero..
entre linhas sem ecos
já não há mais poesia
nas mãos das quimeras
sem palavras
sem metáforas
não mais
espero..
domingo, 19 de janeiro de 2014
caça
e nessa distância
entre a fala e a palavra
poesias, a alma, caça...
e acha...
e nesse enlace
entre os olhos e a imagem
poesias, a alma, caça
e acha...
entre a fala e a palavra
poesias, a alma, caça...
e acha...
e nesse enlace
entre os olhos e a imagem
poesias, a alma, caça
e acha...
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
das dores...
há uma dor
a minha espreita
e comigo, levanta-se
e deita-se
tanto faz
se olho à esquerda
ou à direita, lá está ela
num convite ao flerte
se fujo
e me faço muda
murmura aos meu ouvidos
ontens desfeitos
tortura-me
essa dor absurda
ela não vai
e eu não luto...
com medo
de encará-la de frente
sigo sem chão e sem rumo
e de mim, sumo...
a minha espreita
e comigo, levanta-se
e deita-se
tanto faz
se olho à esquerda
ou à direita, lá está ela
num convite ao flerte
se fujo
e me faço muda
murmura aos meu ouvidos
ontens desfeitos
tortura-me
essa dor absurda
ela não vai
e eu não luto...
com medo
de encará-la de frente
sigo sem chão e sem rumo
e de mim, sumo...
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
à deriva
e sobram-me as mãos
essas sem o pouso do afago
qual folhas secas ao vento
sem paz e sem cais
à deriva entre tantas tormentas...
essas sem o pouso do afago
qual folhas secas ao vento
sem paz e sem cais
à deriva entre tantas tormentas...
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