segunda-feira, 28 de outubro de 2013
domingo, 20 de outubro de 2013
insípido...
lamento o verbo
esse que asas, enverga,
e cala-se, inerte...
sem rosto
sem resposta
sem restos
só uma palavra
sob um céu de nadas
sobre um solo infértil...
e nasce
e morre
sem ter nome...
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
despedida
já não me servem
as palavras de sempre
visto-me de instantes
e
na inconstância
rasgo o que foi ontem...
as palavras de sempre
visto-me de instantes
e
na inconstância
rasgo o que foi ontem...
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
22
1.
ensaio de vida-
tantos gorjeios à deriva
em meio ao cinza
2.
esperando o sol
esconde-se a primavera
sob o manto da chuva
3.
acalentam-se os olhos-
entre as águas do tempo
florescem cores
terça-feira, 1 de outubro de 2013
miragem
ontem doíam-me as entrelinhas
hoje, doem-me as palavras
essas a extirparem os quases
amanhã, quiçá, uma poesia
rouca e perdida nas contas
grite fora do tempo, saudades
e... me lembrarei
dos erros nos versos
dos erros nas metáforas
dos tantos "quem sabe"
assim
responderei à poesia
esqueça, não foi nada
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
domingo, 22 de setembro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
descaso
há muros
cercando palavras
onde andarilham os olhos
buscando uma fuga
e um nada acontece
há uma face, lá fora
de tijolos, cimento e facas
onde em riste
nãos florescem em chaves
e um nada oferece...
cercando palavras
onde andarilham os olhos
buscando uma fuga
e um nada acontece
há uma face, lá fora
de tijolos, cimento e facas
onde em riste
nãos florescem em chaves
e um nada oferece...
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
solidão...
estende-se um abismo
insinuando a solitude de minha poesia
entre meus versos e teus ouvidos
silenciosamente e sem tua rima
despeço-me de páginas ainda virgens
despeço-me de promessas caídas
não há de ser nada
não há de ser lágrima
não mais e tanto faz...
se a solidão é minha
à ela dedico meu hoje e minhas palavras
à ela dedico ecos e metáforas
e ela, em agradecimento
abraça-me...
almma
sábado, 31 de agosto de 2013
ponto
e se eu amo
amo tanto
amo quanto
amo in cântaros
não sei ser pouco
só sei ser farta
e faz-me falta
um sempre
se é do quase
se é minguante
decresço, descreio
não sei, ser meio
não amo
aos trancos...
amo e pronto
e ponto.
amo tanto
amo quanto
amo in cântaros
não sei ser pouco
só sei ser farta
e faz-me falta
um sempre
se é do quase
se é minguante
decresço, descreio
não sei, ser meio
não amo
aos trancos...
amo e pronto
e ponto.
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