segunda-feira, 23 de setembro de 2013
domingo, 22 de setembro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
descaso
há muros
cercando palavras
onde andarilham os olhos
buscando uma fuga
e um nada acontece
há uma face, lá fora
de tijolos, cimento e facas
onde em riste
nãos florescem em chaves
e um nada oferece...
cercando palavras
onde andarilham os olhos
buscando uma fuga
e um nada acontece
há uma face, lá fora
de tijolos, cimento e facas
onde em riste
nãos florescem em chaves
e um nada oferece...
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
solidão...
estende-se um abismo
insinuando a solitude de minha poesia
entre meus versos e teus ouvidos
silenciosamente e sem tua rima
despeço-me de páginas ainda virgens
despeço-me de promessas caídas
não há de ser nada
não há de ser lágrima
não mais e tanto faz...
se a solidão é minha
à ela dedico meu hoje e minhas palavras
à ela dedico ecos e metáforas
e ela, em agradecimento
abraça-me...
almma
sábado, 31 de agosto de 2013
ponto
e se eu amo
amo tanto
amo quanto
amo in cântaros
não sei ser pouco
só sei ser farta
e faz-me falta
um sempre
se é do quase
se é minguante
decresço, descreio
não sei, ser meio
não amo
aos trancos...
amo e pronto
e ponto.
amo tanto
amo quanto
amo in cântaros
não sei ser pouco
só sei ser farta
e faz-me falta
um sempre
se é do quase
se é minguante
decresço, descreio
não sei, ser meio
não amo
aos trancos...
amo e pronto
e ponto.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
quem sabe...
e se fosse dos lábios
a palavra que fere e mata
cegaria meus ouvidos
entre névoas e delírios
não é....
é nas entrelinhas
dos olhos, das sombras e dos dias
onde semeiam-se metáforas
que colho a palavra adaga
e dela, bebo
e dela, alimento-me
e nela engulo-me
e nela agonizo
dúvida
dúvida
dúvida
a palavra que fere e mata
cegaria meus ouvidos
entre névoas e delírios
não é....
é nas entrelinhas
dos olhos, das sombras e dos dias
onde semeiam-se metáforas
que colho a palavra adaga
e dela, bebo
e dela, alimento-me
e nela engulo-me
e nela agonizo
dúvida
dúvida
dúvida
terça-feira, 20 de agosto de 2013
só...
não há poesia
nessa volta minha
ao casulo
se entrelinhas regurgito
são de estranhos versos
dos quais, fujo...
palavras
sangram garganta adentro
e abortam-se sem rumo
nem em olhos
nem em sonhos
nem em sono
só...
voa e voa
sem mim, a poesia...
nessa volta minha
ao casulo
se entrelinhas regurgito
são de estranhos versos
dos quais, fujo...
palavras
sangram garganta adentro
e abortam-se sem rumo
nem em olhos
nem em sonhos
nem em sono
só...
voa e voa
sem mim, a poesia...
sábado, 22 de junho de 2013
inverno
escorre
líquido amniótico,
entre os ossos das árvores
sobre a lápide do outono
brota o inverno
e na posse
de corpos e do tempo
leva o que foi ontem,
lava o que foi verde
esfria o que foi quente
em dedos muitos
traz o arrepio do abraço
arrepio que trinca os dentes
e sem pressa, sem vestes
planta na boca, o silêncio
e se nada além quisesse
mas quer... e quase mudo
rasga a pele do orvalho
numa gota ainda viva
derrama seu sêmen
em gelo, geme...
domingo, 16 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
silêncio
há na palavra ainda feto
o embargo dos dentes, da lingua
da voz, do medo... ( da resposta )
o embargo dos dentes, da lingua
da voz, do medo... ( da resposta )
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