num lapso da saudade
recém costuradas cicatrizes
abriram-se em feridas...
sábado, 9 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
eclipse...
fecham-se os pássaros
fecham-se os sóis
fecham-se as vozes
lamenta o cão
a anunciada solidão
travam-se as mãos
choram as lágrimas
pela poesia ainda
não amamentada
fecham-se as horas
fecham-se as palavras
fecham-se os olhos...
fecham-se os sóis
fecham-se as vozes
lamenta o cão
a anunciada solidão
travam-se as mãos
choram as lágrimas
pela poesia ainda
não amamentada
fecham-se as horas
fecham-se as palavras
fecham-se os olhos...
domingo, 3 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
infinito...
os gritos que em nuvens morrem
caem em dormência nas portas
e das janelas abertas escorrem
nesses dias em que tudo é misterio
nem telhados abrem-se ao espelho
e tentáculos do tempo encolhem-se
há entre o céu e o inferno
estrelas penduradas em árvores
luas adormecidas em tardes
eram do ontem as esperas
são do hoje palavras e ressaca
paradoxos em mesmas horas
fossem das nuvens vivos sussurros
deitariam em redes de desejos
dias, meses, anos ainda in vitro
posto que são, mortos
nesse purgatório do tempo
eternos rastejar comem
infinitos joelhos, dobram-se
numa prece sem cor, sem volta
num cinza labirinto dos olhos...
caem em dormência nas portas
e das janelas abertas escorrem
nesses dias em que tudo é misterio
nem telhados abrem-se ao espelho
e tentáculos do tempo encolhem-se
há entre o céu e o inferno
estrelas penduradas em árvores
luas adormecidas em tardes
eram do ontem as esperas
são do hoje palavras e ressaca
paradoxos em mesmas horas
fossem das nuvens vivos sussurros
deitariam em redes de desejos
dias, meses, anos ainda in vitro
posto que são, mortos
nesse purgatório do tempo
eternos rastejar comem
infinitos joelhos, dobram-se
numa prece sem cor, sem volta
num cinza labirinto dos olhos...
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
básico ...
preciso
de uma tônica
meio crônica
nada de poesias
nem expectros
incertos letreiros
não quero
versos, fingindo
ocultos espelhos
preciso
de goles retos
e gelo nas veias
nada de imagens
entrelinhas em
músculos vermelhos
não quero
metáforas, reflexos
ou catarses
preciso
do frio básico
de um descarte...
de uma tônica
meio crônica
nada de poesias
nem expectros
incertos letreiros
não quero
versos, fingindo
ocultos espelhos
preciso
de goles retos
e gelo nas veias
nada de imagens
entrelinhas em
músculos vermelhos
não quero
metáforas, reflexos
ou catarses
preciso
do frio básico
de um descarte...
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
03:16
três e um, bocejam as horas
entre as letras de lingua de fora
perdeu, o tempo, as contas
das palavras que dormem...
três e sete, marcha o silêncio,
esse que, num bate-estaca,
não pára e não volta, dá-me as costas
ignora a trava em meus dedos...
três e nove, nada se move
nem cama, nem travesseiro
sabem de meus versos, o vazio
as desculpas e o desprezo...
três e doze, madrugam-me
os ponteiros, num bocejo,
da poesia, desisto, não gesto
hoje, sou só, devaneios...
entre as letras de lingua de fora
perdeu, o tempo, as contas
das palavras que dormem...
três e sete, marcha o silêncio,
esse que, num bate-estaca,
não pára e não volta, dá-me as costas
ignora a trava em meus dedos...
três e nove, nada se move
nem cama, nem travesseiro
sabem de meus versos, o vazio
as desculpas e o desprezo...
três e doze, madrugam-me
os ponteiros, num bocejo,
da poesia, desisto, não gesto
hoje, sou só, devaneios...
domingo, 27 de janeiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
a mais...
escrevo
em tuas paredes
meus desejos
teus espelhos
arranco
da tua carne
teu cais
teus ais
tatuo
no teu corpo
meu gosto
teu gozo
morro
em tuas mãos
um pouco mais
e quero mais...
em tuas paredes
meus desejos
teus espelhos
arranco
da tua carne
teu cais
teus ais
tatuo
no teu corpo
meu gosto
teu gozo
morro
em tuas mãos
um pouco mais
e quero mais...
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
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