segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
domingo, 9 de dezembro de 2012
incertezas...
moram em mim tantas incertezas
que sem toalhas ou versos na mesa
vertem de mim, tempo e espelho
e tanto doem os meus segredos
os cadeados e essas dúvidas
que sou deles, o elo e o fruto...
enquanto fujo, enquanto luto
mais e mais engravido medos
mais e mais aborto estrelas
e eu, covarde
engasgo, engulo...
nesse céu que não se move
onde nada é nada e tudo é mudo
sigo a cultuar em mim tantas noites
sem que eu possa dos absurdos
escolher tardes ou luzes
moram em mim tantas perdas
sem que meus olhos, possam vê-las,
e enterrá-las no escuro de minhas letras
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
das impossibilidades...
te daria o passeio
de meus olhos por tua boca
se assim, não fosse
meu corpo, de outro....
de meus olhos por tua boca
se assim, não fosse
meu corpo, de outro....
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
prece
se são ainda verdes
as minhas preces
peço que prepares
sua terra ao pé do ouvido
e receba quando palavra
a poesia minha, ainda letra
e dela morda e beba, um naco
um pedacinho de minha essência
deixe que pincele de arrepios
essa sua nuca de quases e nuncas
permita-me sussurros e gêmidos
num passeio que ainda não veio
se são ainda verdes
os meus desejos
peço que prepares sua alma
e acolha meus devaneios...
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
se...
se eram do tempo
as facas da saudade
eram das mãos, letras
palavras inacabadas....
se era da agonia
o fio de um quase
era do sempre
o nunca aos pedaços
se era da ilusão
o feto ainda vivo
eram do desprezo
sonhos assassinados
se era para ser
menos do que um esperar,
morreu antes de nascer
aquela poesia no ar
o feto ainda vivo
eram do desprezo
sonhos assassinados
se era para ser
menos do que um esperar,
morreu antes de nascer
aquela poesia no ar
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
sábado, 27 de outubro de 2012
devaneios
então vislumbro pelos becos
o cheiro da tua poesia ainda em berço
essa mergulhada nas taças dos teus olhos
fugidios versos a bater em janelas
pedem-me um trago à menina que escondo
ofertam-me aos dedos verdes, um pé de frases
perambulam-me na pele, palavras
emprestadas de teus labios grávidos
ávidas palavras com fome de toques
e não fossem minhas ruas sem saída
escaparia de mim uma poesia pelas frestas
brindaria a ti em festa, em líquida orgia
sinto o cheiro do teu cio em branco
lavam-me chuvas, não minhas
escorrem teus céus em quases
esses quases, fantasmas meus
quases, a um passo, a uma lingua
mas... são da lua, teus ais, tuas fases
e eu sinto, só sinto o aroma teu
o arrepio da tua poesia que anda
que passa, e nunca em mim pára...
domingo, 7 de outubro de 2012
16
1.
voto sim, voto não
são tantos os candidatos
e uma decisão
2.
outubro das urnas-
mil panfletos pelas ruas
sujam olhos e mãos
3.
títulos ao sol
marcam o tempo nas filas
é dia de eleição
Assinar:
Postagens (Atom)








