quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

17



 no vai e vem da rede
pés tocam a boca do céu
estrelas acendem

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

das impossibilidades...

te daria o passeio 
de meus olhos por tua boca
se assim, não fosse
meu corpo, de outro....

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

prece











se são ainda verdes
as minhas preces
peço que prepares
sua terra ao pé do ouvido

e receba quando palavra
a poesia minha, ainda letra
e dela morda e beba, um naco
um pedacinho de minha essência

deixe que pincele de arrepios
essa sua nuca de quases e nuncas
permita-me sussurros e gêmidos
num passeio que ainda não veio

se são ainda verdes
os meus desejos
peço que prepares sua alma
e acolha meus devaneios...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ao meio...


num bocejo das letras
escrevo, decepo entre dedos
incrédulos segredos...

sábado, 24 de novembro de 2012

se...



se eram do tempo
as facas da saudade
eram das mãos, letras
palavras inacabadas....

se era da agonia
o fio de um quase
era do sempre
o nunca aos pedaços

se era da ilusão
o feto ainda vivo
eram do desprezo
sonhos assassinados

se era para ser
menos do que um esperar,
morreu antes de nascer
aquela poesia no ar

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

será?



incertezas contemplo-
num tempo em olhos atrás
plantei sonhos e ais...

sábado, 27 de outubro de 2012

devaneios



então vislumbro pelos becos
o cheiro da tua poesia ainda em berço
essa mergulhada nas taças dos  teus olhos

fugidios versos a bater em janelas
pedem-me um trago à menina que escondo
ofertam-me aos dedos verdes, um pé de frases

perambulam-me na pele, palavras
emprestadas de teus labios grávidos
ávidas palavras com fome de toques

e não fossem minhas ruas sem saída
escaparia de mim uma poesia pelas frestas
brindaria a ti em festa, em líquida orgia

sinto o cheiro do teu cio em branco
lavam-me chuvas, não minhas
escorrem teus céus em quases

esses quases, fantasmas meus
quases, a um passo, a uma lingua
mas... são da lua, teus ais, tuas fases

e eu sinto, só sinto o aroma teu
o arrepio da tua poesia que anda
que passa, e nunca em mim pára...

domingo, 7 de outubro de 2012

16



1.
voto sim, voto não
são tantos os candidatos
e uma decisão

2.
outubro das urnas-
mil panfletos pelas ruas
sujam olhos e mãos

3.
títulos ao sol
marcam o tempo nas filas
é dia de eleição

domingo, 30 de setembro de 2012

Não e não...



não visto mais teu encanto
não sou dos teus olhos, o pranto

não é minha a mordida
dessa tua saudade em riste

dói-me o pensamento que cuspo
e em mim ainda, mora e persiste

não visto mais tuas  mãos
não sou dos riscos teus, delirio e grito

dói-me saber dos teus versos
o sumo, o suco, escombros e o inverso

não é meu o miolo da tua ferida
onde moram teu sol, tua terra e tua lua

não visto mais tuas saídas
não sou eu, teu vício, tua lida, tua poesia...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012